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Caráter completamente novo: como será próxima crise global?

FOTO: © AP Photo/ Richard Drew

Caráter completamente novo: como será próxima crise global?

O ministro russo do Desenvolvimento Econômico, Maksim Oreshkin, falou sobre uma possível crise financeira global durante seu discurso no Clube Valdai.

Informações Compartilhadas Sputnik Brasil

Durante seu discurso no Clube Valdai de Discussões Internacionais, o ministro russo sublinhou que o aumento das tarifas de importação e as limitações do comércio global levarão à desaceleração do crescimento econômico global. Ao mesmo tempo, isso não fará baixar os preços.

Nova crise será diferente

"A crise vai ter outro caráter. É evidente que existe menos chances de crises financeiras, mas há maior possibilidade de eventos prolongados com crescimento baixo e alta inflação", revelou Oreshkin.

Ele sublinhou que os problemas na economia não estarão ligados com a falta de fundos próprios dos bancos ou problemas no setor financeiro.

"Trata-se de uma inversão do processo da globalização. É uma queda de eficiência da produção e produtividade por todo o mundo devido ao fato de as cadeias de valor acrescentado, que anteriormente estavam localizadas de maneira mais eficaz, estarem se tornando menos eficientes", explicou o ministro.

Conflito comercial sino-americano definirá vetor da economia global

Além disso, o ministro sublinhou que o vetor da economia mundial no próximo ano será determinado pela imprevisibilidade das negociações comerciais entre os EUA e a China.

As duas maiores economias do mundo – a China e os EUA – estão envolvidas em uma disputa comercial desde março de 2018. Em maio de 2019, as tensões se agravaram ainda mais, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu aumentar as tarifas de 10% para 25% sobre cerca de 200 bilhões de dólares (cerca de R$ 800 bilhões) em importações chinesas.

A China, por sua vez, também aumentou as suas tarifas sobre uma série de produtos estadunidenses no valor de 60 bilhões de dólares (cerca de R$ 230 bilhões) a partir de 1 de junho.

FONTE: Sputnik Brasil
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